A VIDA MISSIONAL: Seus desafios e percepções diante da glória de Deus.

Texto: Filipenses 4.10-20.

 

INTRODUÇÃO

A vida que temos precisa estar, totalmente, voltada para Deus. Tudo o que vivemos e passamos nesta vida, precisamos entender que é para o nosso bem.

Não há nada que venha sobre nós que não sirva para nosso crescimento espiritual, emocional e – quase sempre, material. O problema é quando focamos nosso crescimento só no que é material; depois naquilo que irá nos fortalecer emocionalmente (bem estar) e só depois, nos preocupamos com o espiritual.

Isto se dá em virtude do ativismo que tem se instalado em nossas vidas com muito mais força nos últimos anos. Buscamos melhorias em todo o tempo, e de certa forma isto não é pecado; o pecado está em concentrar nossa vida apenas no que é material; daí, nossas emoções são afetadas e nossa espiritualidade se torna antropocêntrica.

Algumas consequências disto são notórias no decorrer dos anos: (1) Falta de uma espiritualidade avivada totalmente dependente de Deus; (2) Falta de uma vida alicerçada nas Escrituras Sagradas – por conta disso ela se alicerça em fundamentos do presente século distintos de Deus; (3) Falta de vida em família na fé – por falta de um entendimento bíblico de que somos um só corpo, a pessoa vive pra si sem se importar com os demais; e (4) Falta de uma percepção bíblica e escatológica dos fatos existentes à nossa volta – sendo assim, tudo é pensado no aqui e agora, nada tem influência no por vir.

Teríamos muitas outras dificuldades a apresentar, mas entendemos que essas são cruciais para um diagnostico de como estamos vivendo “a vida cristã” nos dias de hoje.

O texto escrito pelo apóstolo Paulo aos filipenses nos traz uma vertente muito diferente do que realmente importa para a vida que temos e, uma visão cristocentrica dos fatos á nossa volta, tendo sempre em mente que “tudo acontece de acordo com os decretos de Deus e que, mesmo em circunstâncias difíceis, tudo podemos naquele que nos fortalece”.

Perceba que o sentimento do apóstolo é de gratidão. Ele agradece aos filipenses pelas ofertas que enviaram para acudir as necessidades dele; mas, Paulo os informa que a alegria que sente neste momento estar no fato de Cristo Jesus é a fonte; o meio e o “fim” de toda ela.

Essa percepção do apóstolo se deu baseado em pelo menos três coisas:

1. TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE [v. 10-13]

Em primeiro lugar, Paulo está contente no Senhor porque, mesmo em prisão (em Roma), sua alegria é contínua. O encarceramento por causa do evangelho não o impediu de perceber o cuidado de Deus por sua vida. Tudo o que lhe aconteceu, diz ele, contribuiu para o seu fortalecimento e confiança no Senhor – sabendo que, agora, poderia suportar qualquer situação “naquele que o fortalece”; ou seja, esta percepção só se deu porque Cristo o fortalecia em cada momento com a Sua presença.

2. RECEBI TUDO E TENHO ABUNDÂNCIA [v. 14-18]
Em segundo lugar, Paulo demonstra sua gratidão também aos irmãos filipenses, pois se associaram em suas necessidades, dando-lhes o suporte necessário. A gratidão do apóstolo é por aquela igreja que permaneceu auxiliando financeiramente com o seu sustento, embora ele mesmo não tenha procurado, mas, eles enviaram ofertas. Isto mostra a importância de termos igrejas nos apoiando no ministério. Nosso chamado não é separado da igreja do Senhor, mas, somos enviados para a seara do Senhor.

3. E O MEU DEUS, EM CRISTO JESUS, HÁ DE SUPRIR VOSSAS NECESSIDADES [v. 19-20].
Em terceiro lugar, o apóstolo Paulo relata mais uma vez a importância de uma vida missional centrada em Cristo Jesus. Em Cristo Jesus nossas necessidades são supridas. Paulo diz que Deus deve ser glorificado, apesar das dificuldades – a Ele a glória pelos séculos dos séculos. Paulo quando escreve aos cristãos em Roma ele diz que “… os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós” (Rm 8.18)

CONCLUSÃO

Em Cristo nosso trabalho não é vão. Ele é o Senhor da seara; Ele é quem envia os trabalhadores; Ele é quem sustenta os trabalhadores; Ele é quem capacita os trabalhadores; Ele é quem usa os trabalhadores. Tudo é por meio d’Ele, por Ele e para Ele.

Por consequência disso, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito [Rm 8.28]. Não podemos nos esquecer de que Ele não nos deixou sozinhos neste mundo; Ele se faz presente em nosso meio pelo Seu Espírito Santo nos consolando e nos assistindo em nossas fraquezas [Jo 14.16; Rm 8.26] e por meio da igreja ao usar pessoas para nos acolher, amar, exortar e suportar em amor [Cl 3.13; Fp 10-20].

De tudo o que se pode dizer é que: “… a nosso Deus e Pai seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém!”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s